Autonomia da vontade e inteligência artificial

limites à interferência tecnológica na formação de contratos civis

Autores

Palavras-chave:

Inteligência artificial, contratos, autonomia

Resumo

O artigo analisa os impactos da inteligência artificial (IA) na formação e na validade dos contratos civis, especialmente quanto à autonomia da vontade, ao consentimento e à boa-fé objetiva. Parte da evolução dos fundamentos contratuais no Direito Civil brasileiro e destaca como a massificação das relações e a assimetria informacional demandaram limites à autonomia privada. Examina o funcionamento da IA e seu uso crescente na elaboração e revisão de contratos, apontando riscos derivados de algoritmos opacos, personalização persuasiva e potenciais vícios da vontade. A pesquisa, qualitativa e bibliográfica, demonstra que a automação contratual exige transparência, supervisão humana e novas soluções de responsabilidade civil, como modelos objetivos e solidários. Conclui que a IA não substitui os institutos tradicionais, mas impõe sua releitura para garantir consentimento autêntico, equilíbrio e compatibilidade com valores constitucionais.

Biografia do Autor

  • Érika Letícia Pereira Martins, Unimontes

    Graduanda em Direito na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

  • Livia Souza Nery, Unimontes

    Graduanda em Direito na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

  • Lorena Braga Alves, Unimontes

    Graduanda em Direito na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

  • Luiza Carla Souza Correia, Unimontes

    Graduanda em Direito na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

  • Me. José Adélcio da Silva Júnior, Unimontes

    Mestre em Gestão do Trabalho pela Universidade Santa Úrsula (USU/RJ). Professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

Letícia Pereira Martins, Érika, Souza Nery, L., Braga Alves, L., Souza Correia, L. C., & da Silva Júnior, J. A. (2026). Autonomia da vontade e inteligência artificial: limites à interferência tecnológica na formação de contratos civis. Revista Multidisciplinar, 39(2), 1-15. https://portalunifipmoc.emnuvens.com.br/rm/article/view/409