A (in)disciplina dos corpos e as (im)possibilidades subjetivas na escola
Palavras-chave:
Educação, Machismo, Psicanálise, Poder, SubjetividadeResumo
Este estudo analisa sob a ótica do poder e da análise do discurso uma intervenção extensionista de Psicologia em uma escola pública de Montes Claros-MG. A partir do questionamento sobre a vivência adolescente escolar, criou-se um espaço de escuta não corretivo por meio de oficinas artísticas de orientação psicanalítica. A proposta promoveu importantes deslocamentos discursivos, permitindo a análise conjunta das produções e diálogos. Os resultados revelam: a percepção da escola como espaço de contenção (analogado a um presídio); a expressão do sofrimento escolar; e a manifestação de questões de gênero, como a objetificação feminina institucionalizada. Conclui-se que dispositivos de escuta centrados na expressão subjetiva são poderosas ferramentas para diagnosticar o mal-estar institucional e apontar tensionamentos críticos ao modelo escolar vigente, favorecendo o pertencimento cultural.
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