Uma reflexão sobre a representatividade negra e feminina na magistratura brasileira

Autores

Palavras-chave:

Representatividade, Raça, Gênero, Magistratura, Ações Afirmativas

Resumo

Este artigo versa sobre a representatividade negra e feminina na magistratura brasileira, analisando a gênese da problemática e verificando a aplicação das ações afirmativas na busca pela equidade de raça e gênero. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, baseadas nas técnicas de pesquisa bibliográfica e documental. Foram utilizados os métodos de abordagem dedutivo e método de procedimento histórico comparativo. Inicialmente, foram apresentados elementos conceituais relevantes ao tema, como “racismo estrutural”, “desigualdade de gênero” e “interseccionalidade”. Em seguida, foi proposta uma observação sobre as ações afirmativas e seu papel na representatividade de mulheres negras. Então, conclui-se que há uma significativa desproporcionalidade quanto à presença de mulheres negras no Judiciário e que esse problema decorre de amarras histórico-estruturais. Também, entende-se que há uma preocupação estatal e um acolhimento legal quanto às ações afirmativas, mas que elas necessitam de manutenções constantes, a fim de acompanharem o desenvolvimento da sociedade e de fato contribuírem para a promoção da justiça, como almeja-se neste trabalho.

Biografia do Autor

  • Miguel José Rodrigues Silva, Unimontes

    Acadêmico do curso de Direito na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Ativista das causas humanitárias. Pesquisador do projeto de pesquisa "Cidadania plural: direitos das diversidades, inclusão social e acesso à justiça no Estado democrático de Direito" (Unimontes).

  • Shamony Aparecida Cardoso Santos, Unimontes

    Acadêmica do curso de Direito na Universidade Estadual de Montes Claro (Unimontes). Pesquisadora do projeto "Cidadania plural: direitos das diversidades, inclusão social e acesso à justiça no Estado democrático de Direito".

  • Janice Cláudia Freire Sant'Ana, Unimontes

    Mestra em Instituições Jurídico-Políticas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  Professora do curso de Direito da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Coautora da obra coletiva "Refugiados e migrantes venezuelanos: políticas de proteção governamentais e não governamentais em Montes Claros na pandemia". Professora pesquisadora do projeto "Cidadania plural: direitos das 
    diversidades, inclusão social e acesso à justiça no Estado democrático de direito". Advogada civilista, tendo como área de atuação Direito de Família.

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Publicado

2025-02-03