Transição do Positivismo para o Pós-positivismo no Direito
uma reflexão a partir do Enade
Palavras-chave:
Positivismo, Pós-positivismo, HermenêuticaResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a transição do positivismo para o pós-positivismo no Direito, destacando suas principais características e implicações. A pesquisa será realizada a partir de uma questão objetiva do ENADE 2015. Busca-se compreender como o positivismo consolidou-se como paradigma jurídico predominante é de que forma o pós-positivismo ampliou a interpretação do Direito ao incorporar princípios e valores no processo decisório. Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. O positivismo jurídico via o juiz como aplicador neutro da lei, sem considerar valores. A partir do século XX, o pós-positivismo ganhou força, valorizando princípios, direitos fundamentais e o papel ativo do juiz na interpretação. Concluiu-se que a transição do positivismo para o pós-positivismo representou um avanço significativo na interpretação do Direito, permitindo maior adequação das normas às complexas demandas sociais contemporâneas. O reconhecimento da relevância dos princípios jurídicos e da atividade hermenêutica fortaleceu a aplicação do princípio do melhor interesse da parte envolvida, especialmente em casos que demandam maior sensibilidade e análise contextual. É essencial que o sistema jurídico brasileiro equilibre segurança jurídica e justiça material, alinhando a interpretação da norma aos valores fundamentais da sociedade.
Referências
ALEXY, Robert. Teoria dos Direitos Fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2015.
BARROSO, Luis Roberto. Interpretação e Aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática constitucional transformadora. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
BARROSO, Luís Roberto. O Novo Direito Constitucional Brasileiro: Contribuições para a Construção Teórica e Prática da Jurisdição Constitucional no Brasil. São Paulo: Saraiva, 2013.
BOBBIO, Norberto. O Positivismo Jurídico: Lições de Filosofia do Direito. São Paulo: Ícone, 1995.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Coimbra: Almedina, 2003.
DILTHEY, Wilhelm. Introdução às Ciências do Espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
DOURADO, Flávio Augusto Vilhena. “Três Aspectos Fundamentais Do Positivismo Jurídico Em Norberto Bobbio.” Revista Científica Multidisciplinar Núcleo Do Conhecimento, vol. 09, no. 04, 29 Apr. 2022, pp. 16–30, www.nucleodoconhecimento.com.br /lei/positivismo-juridico#elementor-toc__heading-anchor-7.
DWORKIN, Ronald. Levando os Direitos a Sério. São Paulo: Martins Fontes, 2007. “Enciclopédia Jurídica Da PUCSP.” Disponível em: Enciclopediajuridica.pucsp.br enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/84/edicao-1/positivismo-juridico:-significado-e-correntes.
FARIAS, Edilsom Pereira de; ROSA, Alexandre Veronese. Neoconstitucionalismo: Reflexões Teóricas e Aplicações Práticas. Belo Horizonte: Fórum, 2012.
FERRAJOLI, Luigi. Direito e Razão: teoria do garantismo penal. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.
GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método. Petrópolis: Vozes, 1999.
HABERMAS, Jürgen. Direito e Democracia: Entre Faticidade e Validade. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003.
JUSBRASIL. Juiz Boca Da Lei E a Voz Da Constituição | Jusbrasil. Jusbrasil, 2020, disponível em: www.jusbrasil.com.br/artigos/juiz-boca-da-lei -e-a-voz-da-constituicao/1142386936.
JUSBRASIL. Positivismo Jurídico | Jusbrasil. Jusbrasil, 2020, disponível em: www.jusbrasil.com.br/artigos/positivismo-juridico/813459827.
LUNARDI, F. C. (2012). A hermenêutica dos direitos fundamentais à luz do pós-positivismo e do neoconstitucionalismo. Revista De Direitos E Garantias Fundamentais, (12), 59–96. https://doi.org/10.18759/rdgf.v0i12.181.
MONTESQUIEU, Charles de Secondat. O Espírito das Leis. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
SANCHÍS, Luis Pietro. Neoconstitucionalismo y ponderación judicial, 2001. In: CARBONELL, Miguel (ed.). Neoconstitucionalismo(s). Madrid: Trotta, 2003. SANTOS, Boaventura de Sousa.
STRECK, Lenio Luiz. Hermenêutica Jurídica e(m) Crise: Uma Exploração Hermenêutica da Construção do Direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2017.
SILVA FILHO, Edilson Vitorelli da; FERMINO, Marília Marcon. As relações da interpretação jurídica com a proteção dos princípios fundamentais constitucionais: uma aproximação hermenêutica imprescindível para o século XXI. Revista da AJURIS - Qualis A2, [S. l.], v. 51, n. 157, p. 67–100, 2025. Disponível em: https://revistadaajuris.ajuris.org.br/index.php/REVAJURIS/article/view/1487. Acesso em: 4 abr. 2025.
VIDAL, Pedro Wagner de Góes Tavares; MOURA, Suerda Caroline Rodrigues de. A revisão pós-positivista das fontes do Direito: da unidade do ordenamento jurídico de Norberto Bobbio aos princípios de Ronald Dworkin e Robert Alexy. Revista do CEJUR/TJSC: Prestação Jurisdicional, Florianópolis (SC), v. 6, n. 1, p. 214–240, 2018. DOI: 10.37497/revistacejur. v6i1.298. Disponível em: https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/298. Acesso em: 4 abr. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Arthur Bernardo Brito Miranda, Victor Hugo Oliveira Rocha, João Vitor Mota Macedo, Lucas Pedrollo Buist, Luiz Gustavo Souza Jacome e Silva, Vânia Ereni Lima Vieira, Cynara Silde Mesquita Veloso, Renata Flávia Nobre Canela Dias (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
A. Autores mantém ciência da política de acesso aberto e de democratização de conteúdo com o trabalho licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0).
B. A disseminação, registro, publicação em repositórios, índices, currículos e outros materiais é recomendada de modo promover a difusão do conhecimento para o maior número de usuários possível.
C. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em veículos científicos ou midiáticos de popularização da ciência ou de educação em qualquer segmento, a fim de promover a difusão do conhecimento e prestar serviço à comunidade com ampliação do impacto do periódico e do trabalho publicado.
