Trabalho, poder e opressão
Uma leitura crítica da precarização laboral sob a ótica do filme O diabo veste Prada
Palavras-chave:
Assédio moral, Capitalismo estético, CinemaResumo
O presente artigo analisa criticamente a precarização do trabalho a partir do filme O Diabo Veste Prada (2006), relacionando os conflitos representados na obra cinematográfica a debates centrais do Direito do Trabalho, como a efetividade das normas de proteção, a tutela da dignidade da pessoa humana no ambiente laboral, o enfrentamento ao assédio moral e as novas formas de exploração simbólica no contexto neoliberal. A metodologia adotada possui caráter exploratório, fundamentada em pesquisa bibliográfica e em estudo de documentos normativos como a Constituição Federal de 1988 e a Consolidação das Leis do Trabalho, com apoio em autores como Ricardo Antunes, David Harvey, Marie-France Hirigoyen e Christophe Dejours. O filme foi utilizado como recurso hermenêutico e didático para a interpretação crítica das relações de trabalho nele retratadas. Os resultados obtidos são de natureza qualitativa, permitindo identificar as práticas neoliberais, ao privilegiar a flexibilização e a individualização, favorecem um cenário de instabilidade e naturalização de práticas abusivas, evidenciado no percurso da protagonista. O estudo demonstra que a precarização extrapola o aspecto econômico, atingindo dimensões subjetivas, como a estética e a saúde mental do trabalhador. O contraste entre a proteção normativa prevista na Constituição Federal e na CLT e as situações retratadas no filme revela a distância entre a legislação e o mercado de trabalho.
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