Repercussão da Reforma Trabalhista de 2017 sob as entidades sindicais brasileiras
Palavras-chave:
Reforma trabalhista, Sindicalismo, TrabalhoResumo
Este artigo analisa os impactos da Reforma Trabalhista de 2017, instituída pela Lei nº 13.467, sobre as entidades sindicais brasileiras. A pesquisa, de caráter descritivo e documental, examina as alterações mais relevantes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a revogação da obrigatoriedade da homologação sindical nas rescisões contratuais e a extinção da contribuição sindical compulsória. Tais mudanças repercutiram de forma direta na sustentabilidade financeira dos sindicatos, comprometendo sua capacidade de representação coletiva e de defesa dos trabalhadores. Os dados apresentados, oriundos de estudos e levantamentos oficiais, evidenciam um declínio de mais de 90% nas receitas sindicais entre 2017 e 2019, além de um crescimento expressivo no número de processos trabalhistas, que alcançou um recorde em 2023. Constatou-se, ainda, que o enfraquecimento das entidades sindicais resultou em maior vulnerabilidade dos trabalhadores frente às violações de direitos, repercutindo também em sobrecarga do Judiciário. A análise aponta, portanto, que a Reforma Trabalhista, embora apresentada como medida de modernização e flexibilização, produziu efeitos que fragilizaram o sistema de proteção social do trabalho no Brasil. O estudo conclui destacando a necessidade de repensar políticas que conciliem autonomia negocial e fortalecimento da representação coletiva, de modo a garantir condições dignas e equilibradas nas relações laborais.
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