Fraudes no sistema Pix

segurança, responsabilidade objetiva e impactos sociais

Autores

  • Lucas Melo Rodrigues de Sousa PUC Minas Autor

Palavras-chave:

fraude, responsabilidade civil, consumidor, Pix

Resumo

O presente artigo analisa a responsabilidade civil das instituições financeiras diante das fraudes realizadas por meio do sistema de pagamentos instantâneos (PIX), regulamentado pelo Banco Central do Brasil. O objetivo é compreender como a jurisprudência nacional, especialmente a do Superior Tribunal de Justiça e de Tribunais Estaduais, vem aplicando a teoria da responsabilidade objetiva no âmbito das relações de consumo, à luz do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e da Súmula 479 do STJ. A metodologia utilizada consistiu em pesquisa bibliográfica e documental, com destaque para decisões judiciais recentes, legislação específica e relatórios estatísticos divulgados por órgãos oficiais e entidades do setor bancário. A análise revelou convergências na responsabilização dos bancos por falhas de segurança, mas também divergências quanto à delimitação entre fortuito interno e externo. Evidenciou-se ainda o impacto econômico e regulatório da crescente judicialização das fraudes via PIX, que tende a acentuar desigualdades entre grandes bancos e fintechs de menor porte. Conclui-se que, embora a proteção do consumidor seja prioritária, faz-se necessária uma regulação mais clara e equilibrada, que defina critérios objetivos de responsabilização, incentive a inovação tecnológica e assegure maior transparência no tratamento dos riscos digitais.

Biografia do Autor

  • Lucas Melo Rodrigues de Sousa, PUC Minas

    Especialista em Direito do Trabalho e em Direito Processual Civil (PUC Minas)

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Publicado

2026-09-25