Nanotecnologia como ápice da biopolítica e seus limites

uma análise a partir das obras Laranja Mecânica e O Futuro da Natureza Humana

Autores

Palavras-chave:

biotecnologia, biopolítica, condição humana, nanotecnologia

Resumo

Anthony Burgess, em Laranja Mecânica, e Jürgen Habermas, em O Futuro da Natureza Humana, evidenciam, por vias distintas, o cerceamento da autonomia humana provocado, respectivamente, por elementos físicos condicionantes e por intervenções biotecnológicas de caráter genético. À luz do método indutivo, ambas as narrativas são analisadas sob a perspectiva da biopolítica, conforme desenvolvida por Hannah Arendt, especialmente a partir da confusão entre “mundo” e “vida”, isto é, entre a ação humana e os processos vitais de manutenção da existência. Com o advento da nanotecnologia, contudo, a biopolítica alcança um novo patamar, ao deslocar o domínio técnico para o interior do corpo humano, permitindo intervenções intracorpóreas capazes de alterar biologicamente o indivíduo em escala nanométrica. Com a análise conjunta das obras, concluiu-se que a nanotecnologia representa o ápice da biopolítica contemporânea, exigindo regulação jurídica orientada pela preservação da autonomia humana e pela dignidade da pessoa como centro axiológico do direito.

Biografia do Autor

  • Lucas Gabriel Martins de Lima, UNIVEL

    Mestrando em Direito, Inovação e Regulações, pelo Centro Universitário UNIVEL, na linha de pesquisa Direito e Inovações Tecnológicas (Bolsista - taxa CAPES). Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Univel (UNIVEL). Integrante do grupo de pesquisa "A-LEX: Direito, Cultura e Distopia", vinculado ao PPGD do Centro Universitário Univel (UNIVEL).

  • Amanda Antonelo, UFPR

    Doutoranda em Direito pela UFPR. Mestre em Direito, Inovação e Regulações. Pós-graduanda em Direito Digital, Dados e IA pelo IDP. Professora do Curso de Graduação em Direito da PUCPR e da Univel. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Direito Civil-Constitucional "Virada de Copérnico" da UFPR e do Grupo de Pesquisa "ALEX: direito, cultura e distopia" da Univel. 

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Publicado

2026-06-24