"National Institute of Family and Life Advocates vs. Becerra"

uma análise sobre o uso de nudges pela administração pública

Autores

Palavras-chave:

Administração pública, scotus, nudges, economia comportamental, limites

Resumo

A presente pesquisa teve por objetivo analisar o uso dos nudges pela Administração Pública, à luz do caso “National Institute of Family and Life Advocates (NIFLA) v. Becerra”, julgado pela Suprema Corte dos EUA em 2018. Pretendeu-se, assim, verificar, com base em elementos da teoria da economia comportamental, como a SCOTUS compreendeu, nesse caso em específico, os limites da atuação estatal na adoção institucional de instrumentos de indução de comportamento. A hipótese que norteou o desenvolvimento da pesquisa – e que veio a ser confirmada - foi de que a SCOTUS possui uma visão mais conservadora em relação ao uso dos nudges pela Administração Pública. Nesse sentido, foi traçado um panorama geral acerca do tema, a partir, especialmente, das obras de Cass Sunstein, Daniel Kahneman e Richard Thaler. Após, foi analisado o caso mencionado, o qual foi escolhido justamente por discutir a prerrogativa do Estado de adotar medidas que pudessem, de algum modo, influenciar a tomada de decisão do cidadão. Sob o aspecto metodológico, o trabalho pautou-se em revisão bibliográfica e análise jurisprudencial.

Biografia do Autor

  • Thaiana Conrado Nogueira, UFRJ

    Doutoranda em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGD/UFRJ), na linha de pesquisa Democracia, Instituições e Desenhos Institucionais. Desenvolve pesquisa na área de Direito Público, com foco na liberdade de expressão e na regulamentação do uso de redes sociais em contextos eleitorais, a partir de uma abordagem comparada entre o modelo europeu e a realidade brasileira. Atua profissionalmente com licitações e contratos administrativos, com experiência na estruturação, gestão e fiscalização contratual no âmbito da Administração Pública.

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Publicado

2026-09-25