A interseção entre direito à desconexão, gênero e cuidado: um estudo sobre as relações trabalhistas e interpessoais das profissionais brasileiras da saúde

Autores

Palavras-chave:

Direito à desconexão, Mulheres, Profissionais da saúde, Saúde mental, Trabalho de cuidado

Resumo

Diante do contínuo desmonte dos direitos sociais no contexto contemporâneo brasileiro, o que inclui os pertinentes aos trabalhadores, observa-se que as mulheres profissionais da saúde se encontram particularmente vulnerabilizadas, em decorrência do acúmulo involuntário de atribuições relativas ao cuidado profissional e doméstico. Sob o recorte de gênero, o presente artigo propõe-se a examinar as circunstâncias de vulnerabilidade às quais a referida categoria profissional se encontra submetida, com ênfase nas implicações relacionadas à saúde mental. Atrelada a essa constatação, mediante uma abordagem metodológica qualiquantitativa e interdisciplinar, os resultados se direcionaram ao reconhecimento do direito à desconexão a essas trabalhadoras, levando-se em conta o modo que os veículos digitais, enquanto limites transponíveis, possibilitam o assédio digital independente da forma de trabalho — seja remota, híbrida ou presencial. Como efeito, concluiu-se pela necessária promoção do autocuidado, em contraposição às dinâmicas de invisibilização do trabalho de cuidado.

Biografia do Autor

  • Mariana Davis Messias de Oliveira, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Graduanda do Curso de Bacharelado em Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisadora no Grupo de Pesquisa CNPq “Vulnerabilidades no Novo Direito Privado”. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-1568-1147. E-mail: marianadavis@id.uff.br.

  • Mariana Pascoal Guarilha, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Graduanda do Curso de Bacharelado em Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisadora no Grupo de Pesquisa CNPq “Vulnerabilidades no Novo Direito Privado”. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-4083-3660. E-mail: marianapascoal@id.uff.br.  

  • Vitória Soares Nunes, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Graduanda do Curso de Bacharelado em Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisadora no Grupo de Pesquisa CNPq “Vulnerabilidades no Novo Direito Privado”. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-4446-1725. E-mail: soaresvitoria@id.uff.br.

  • Davi Gomes da Cunha Souza, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Graduando do Curso de Bacharelado em Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisador no Grupo de Pesquisa CNPq “Vulnerabilidades no Novo Direito Privado”. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-0821-6599. E-mail: davigcs@id.uff.br.

  • Lúcia Souza d’Aquino, Universidade Federal Fluminense (UFF)

    Doutora e Mestra em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Direito Francês e Europeu dos Contratos pela Université de Savoie-Mont Blanc/UFRGS. Estágio pós-doutoral junto ao Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Líder do Grupo de Pesquisa CNPq “Vulnerabilidades no Novo Direito Privado”. Pesquisadora do grupo de pesquisa “Mercosul, Direito do Consumidor e Globalização” da UFRGS. Professora Adjunta no Departamento de Direito do Instituto de Ciências da Sociedade de Macaé da Universidade Federal Fluminense. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal Fluminense. Professora da Pós-Graduação “Residência Jurídica em Resolução de Conflitos” do Departamento de Direito de Macaé da Universidade Federal Fluminense. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0838-3566. E-mail: lsdaquino@id.uff.br. 

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Publicado

2026-09-25