A interseção entre direito à desconexão, gênero e cuidado: um estudo sobre as relações trabalhistas e interpessoais das profissionais brasileiras da saúde
Palavras-chave:
Direito à desconexão, Mulheres, Profissionais da saúde, Saúde mental, Trabalho de cuidadoResumo
Diante do contínuo desmonte dos direitos sociais no contexto contemporâneo brasileiro, o que inclui os pertinentes aos trabalhadores, observa-se que as mulheres profissionais da saúde se encontram particularmente vulnerabilizadas, em decorrência do acúmulo involuntário de atribuições relativas ao cuidado profissional e doméstico. Sob o recorte de gênero, o presente artigo propõe-se a examinar as circunstâncias de vulnerabilidade às quais a referida categoria profissional se encontra submetida, com ênfase nas implicações relacionadas à saúde mental. Atrelada a essa constatação, mediante uma abordagem metodológica qualiquantitativa e interdisciplinar, os resultados se direcionaram ao reconhecimento do direito à desconexão a essas trabalhadoras, levando-se em conta o modo que os veículos digitais, enquanto limites transponíveis, possibilitam o assédio digital independente da forma de trabalho — seja remota, híbrida ou presencial. Como efeito, concluiu-se pela necessária promoção do autocuidado, em contraposição às dinâmicas de invisibilização do trabalho de cuidado.
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