O direito a maternar no exercício da advocacia

análise da composição do direito e violações

Autores

Palavras-chave:

Direito à Maternar, Advocacia, Protocolo com perspectiva de Gênero, amamentação, prioridade sustentação oral

Resumo

O artigo analisa a falha do sistema de justiça brasileiro em garantir o direito à maternidade, especificamente para advogadas, expondo casos concretos de violações e a inefetividade do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ. Tais práticas comprometem a proteção constitucional à maternidade, gerando impactos psicossociais e perpetuando a exclusão de mulheres que conciliam a advocacia com a vida materna. O problema central é: de que forma decisões do STJ e a inobservância do Protocolo de Gênero do CNJ comprometem o direito de advogadas ao exercício da maternidade, impactando seu acesso ao Judiciário e perpetuando desigualdades psicossociais. A hipótese é que a não observância de direitos maternos (amamentação, prioridade em sustentações orais, tempo pós-parto) constitui uma dupla violação: fragiliza o direito fundamental à maternidade e impõe barreiras institucionais ao exercício profissional, intensificando desigualdades de gênero e repercussões na saúde mental e exclusão profissional. O objetivo geral é analisar a violação desse direito no Judiciário, focando nas advogadas e nos efeitos psicossociais da exclusão institucionalizada. Objetivos específicos incluem examinar decisões restritivas do STJ e a aplicação falha do Protocolo do CNJ, além de analisar os efeitos psicossociais, propondo medidas para efetivar os direitos da maternidade na advocacia e no Judiciário. A metodologia é dedutiva, utilizando análise bibliográfica, documental e pesquisa empírica, com estudo de caso sobre decisões paradigmáticas do STJ e análise crítica do Protocolo de Gênero do CNJ,como resultado e conclusão geral é evidenciado como sua inaplicabilidade viola o direito à maternar das advogadas.

Biografia do Autor

  • Miriam Olivia Knopik Ferraz, Universidade Federal de Santa Catarina

    Pós-Doutoranda pela Universidade Federal de Santa Catarina com apoio financeiro do Governo do Estado de Santa Catarina realizado via Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Dottoressa di Ricerca na Università di Roma - La Sapienza. Diretora Acadêmica da Associação Paranaense de Direito & Economia (ADEPAR). Membro da Delegação Brasileira da Sociedade Internacional de Direito do Trabalho e Seguridade Social. Membro do Instituto Ítalo-brasileiro de Direito do Trabalho.  Líder do Grupo de Pesquisa em Análise da Economia de Gênero no Direito do Trabalho (IBEROJUR). Advogada e Sócia Fundadora do Knopik & Bertoncini Sociedade de Advogados.

  • Mariana Almeida Fentanes, FAE Centro Universitário

    Graduanda no 7º período de Direito Law Experience - FAE Centro Universitário, pesquisadora no Grupo de Estudos em Análise da Economia de Gênero no Direito do Trabalho. 

  • Stéphani da Silva Lietz, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Mestre em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). Especialista em Direito e Processo do Trabalho pelo Centro Universitário Ritter dos Reis - Uniritter. Especialista em Direito e Processo Previdenciário pelo Instituto Damásio de Direito - Faculdade Ibemec. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas CNPQ/PUCRS “Relações de Trabalho e Sindicalismo”. Professora assistente do Grupo de Pesquisa em Análise da Economia de Gênero no Direito do Trabalho (IBEROJUR). Advogada. 

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Publicado

2026-06-24

Edição

Seção

Artigos Originais